quinta-feira

Curso de fotografia de comida para iniciantes no Rio de Janeiro



Novidades pessoal!! Eu vou dar uma aula de fotografia de comida para iniciantes neste mês de julho no espaço Bendita Paneça no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro.

(obs. A aula foi ótima e já tem data marcada para ter bis - dia 13/09/14)

A ideia é dar uma aula simples para que o aluno consiga melhorar sua fotografia com dicas fáceis de fotografia e de composição. Não é uma aula de fotografia profissional.

A aula foi elaborada pensando em blogueiros de culinária e pessoas que têm rede social ou site de comida, ou que vendam doces e quitutes variados.

Na aula vou abordar fotos tiradas com luz natural, vou falar sobre enquadramento, ângulos, fundos, louças/adereços, composição e mais.

Gostou? As inscrições estão sendo feitas no site da Bendita Panela AQUI

Próxima aula
Data - 13/09/2014 - sábado
Das 09:00 às 12:00

Outras turmas poderão ser abertas em outras datas e horários dependendo da procura.


terça-feira

Dicas de fotografia de comida IV - como fazer fundos rústicos em madeira para fotos



Andei vendo em muitos blogs de comida gringos fundos de fotografia de madeira bem envelhecidos e rústicos e que dão um efeito muito legal nas fotos.

Pesquisei e fiz alguns para mim. São até meio viciantes, só não faço mais porque tenho alergia ao cheio da tinta... Ainda bem, porque não tenho espaço para guardá-los!

Eu comecei com esse azul claro da foto abaixo, peguei esse pedaço de fórmica do lixo aqui do prédio e pintei do meu jeito. Pelo menos a obra do vizinho que tanto me incomoda serviu para alguma coisa!

Ainda estou testando as cores dos fundos e os efeitos nas fotos, como esse exótico fundo azul escuro de cima.

Se você for fazer só um, aconselho um fundo mais neutro como branco ou marrom.


Como fazer


Madeira

Compre (ou cate no lixo) madeira de formato retangular ou quadrado que caiba e cubra a superfície onde você fotografa. Servem pedaços inteiros ou ripas soltas de qualquer largura e quanto mais velhos e gastos melhor. Para quem tem espaço uma porta velha pode ser usada, coloque em cima de caixotes e use como uma mesa baixa.

Eu catei no lixo também uma porta velha de armário pequena, que pintei de laranja, veja a foto das especiarias abaixo. É bom verificar se não tem cupim nessas madeiras "recicladas".

Eu comprei as madeiras da foto acima, que são de alizar (madeira para rodapé ou outro acabamento de obra), em uma madeireira e meu cunhado fez o grande favor de cortá-las para mim. Esse tipo de madeira vem em um conjunto de 3 (2 de 2 metros e uma de 90 cm), custaram R$ 11,00.
São ripas soltas que eu não grudei (assim fica mais fácil de guardar), quando vou fotografar eu coloco uma ao lado da outra.





E é claro que comprei também tábuas bem vagabundas de carne que adornam as fotos de comida deliciosamente!! Comprei as tábuas em uma loja tipo Bandeirantes e foram bem baratas: R$ 2,99 a pequena e 5,99 a grande.

A ideia aqui é ter tábuas que pareçam velhas de forno e fogão! Por isso dei-lhes algumas marteladas e furadas com socador. Mas acho que fui delicada demais, quase não aparecem...




Tinta

Não tenho técnicas de pintura e não entendo muito de tinta. Comprei e usei tinta para artesanato tipo PVC foscas.

Veja abaixo as tábuas claras que fiz hoje. É uma tábua só, cada lado pintei de um jeito. Assim tenho dois efeitos com um dinheiro só.

Compre marrom para uma tábua escura e branco para uma tábua clara. E tintas coloridas se quiser outro tipo de efeito.

Para pintar dilua a tinta em um pouco de água.

Qualquer cor de tábua pode ter uma camada de tinta marrom por baixo para dar outro efeito, até mesmo a branca.


Pinturas

As ripas azuis foram pintadas de marrom, depois pinceladas com azul por cima. O outro lado ficou no marrom.

A tábua azul clara foi pintada de branco, com pinceladas de azul e lilás. O outro lado é fórmica, não posso pintar.

A tábua marrom avermelhada da foto acima foi pintada de marrom com pinceladas pretas e vermelhas. Antes da tinta secar passei um pano velho para tirar o excesso de tinta e aparecer parte da cor de baixo.

O efeito dessas tábuas brancas vou repetir em outras ripas que já comprei para combinar. A primeira pintei de branco com tinta bem rala e por cima pincelei de branco. Na segunda usei bombril deixado de molho em um pouco de vinagre de véspera, passei esse bombril na tábua para dar uma coloração acinzentada. Deixei secar e pintei de branco com poucas pinceladas. O efeito assim é estranho e meio feio mas nas fotos fica muito bom! Eu acho, né?! Ainda vou testar.

Quem tiver jeito com pintura pode imaginar o que efeito que quiser e fazer. Eu penso em uma coisa e sai outra, mas o resultado tem sido bom. A vantagem é que posso sempre pintar por cima e renovar meus fundos.




O deck abaixo é vendido assim em lojas de construção, custa R$ 40,00. Bem mais caro que o alizar, mas já vem pronto.




Veja abaixo algumas fotos que tirei usando esses fundos de madeira.

As especiarias estão sobre a porta do armário do vizinho pintada em tons de laranja e amarelo.




Veja abaixo como a mesma foto fica muito diferente com fundos variados. Qual você gostou mais?

Repare no canto esquerdo a tábua de madeira avermelhada.




O fundo azul claro foi usado na foto do creme de abacate. Nem parece que é uma madeira velha mal pintada...




Os inhames estão sobre a tábua de madeira no fundo azul "exótico".




A foto do filezinho foi tirada de cima, repare como o mesmo fundo azul claro da foto do abacate fica diferente de outro àngulo.




Veja nos links abaixo alguns blogs com tutorial e/ou fotos (em inglês)

Tutorial

Tutorial com lindas fotos usando os fundos

Alguns fundos e links no pinterest



segunda-feira

Dicas de fotografia de comida parte III - papel manteiga



Essa dica é rápida e fácil. Boba na verdade. Não é uma dica de fotografia em si, é uma dica de design.

Não deixe de ver as dicas de fotografia de comida parte I e parte II.

Outro dia vi uma foto que usava papel manteiga em baixo de um pedaço de torta e achei a ideia ótima e barata. Apesar de eu ter muitas louças para o blog, sempre que posso compro peças, às vezes me canso delas. Eu tiro 4 ou 5 fotos por semana, é difícil variar.

Para usar o papel manteiga é muito fácil, basta cortar um pedaço do tamanho desejado e amassar com as mãos para dar mais textura.

Na primeira foto, do bolo de chocolate, o papel foi usado como fundo para toda a foto.




Já no bolo de limão acima o papel aparece somente em uma parte da foto e ele está sobre uma tábua de madeira. Eu adorei essa foto e ela é bem simples.




O papel também pode ser usado para forrar tigelas(esse eu não amassei) ou outros pratos, para embrulhar parte de sanduíches, frutas, biscoitos, etc.

Use sua imaginação!

Gostou? Tem algum dica legal com papel manteiga? Conta pra gente!!


quarta-feira

Entrevista Coletiva



A Entrevista Coletiva, cujo objetivo é criar mais interação entre os blogs participantes, foi feita com 10 blogueiros de culinária e funcionou assim: cada blog entrevistou um outro blogueiro do grupo. São 10 entrevistas saborosas para você curtir!

Os links para as entrevistas estão sendo incluídos abaixo até sábado dia 10/08, quando todos os participantes terão postado suas entrevistas.


Aromas e Sabores entrevista Comidinhas da Patroa

Na Biroskinha entrevista Tá bom de Sal?

Frango com Pequi entrevista Yes We Cook

Caldeirão da Bruxa Solar entrevista Frango com Pequi

Yes We cook entrevista Pilotando um Fogão

Simples Assim entrevista Caldeirão da Bruxa Solar

Comidinhas da Patroa entrevista Temperaria

Pilotando um Fogão entrevista Na Biroskinha

Temperaria entrevista Simples Assim

Tá Bom de Sal entrevista Aromas e Sabores

segunda-feira

Entrevista em Destaque com a Gina do blog NacoZinha

A entrevista de hoje é com a Gina, do blog NacoZinha, que é a "recordista" de participação em encontros de bloguerias e tem uma das cozinhas mais floridas da internet. Eu tive muito prazer de conhecê-la pessoalmente, espero que você também aprecie conhecê-la um pouco mais.




1) Conte-nos um pouquinho como foi o início do Naco Zinha Brasil. Quando você iniciou, porque e qual foi sua motivação para começar.

O Naco Zinha começou há 4 anos. Costumava visitar blogs e senti que devia criar um para divulgar o grande acervo de receitas que possuía. A principal motivação era por doces, mas também sentia vontade de falar sobre a diversidade cultural dos povos através dos alimentos.

2) Quando surgiu seu interesse pelas panelas?

Surgiu quando eu casei. Antes disso, o jornada diária era longa. Não sobrava tempo para pensar em cozinhar.

3) Eu vejo você como a "recordista" de participação em encontros de blogueiros. Conta para a gente como foi seu primeiro encontro e o que lhe atrai nesses eventos.

É verdade, coleciono encontros. Já foram 18! O primeiro foi em dezembro de 2008, com a Ana Kaddja, uma experiência curiosa e emocionante. O marido dela registrou em fotos nosso abraço inicial. Parece clichê, mas era como se fôssemos amigas de longa data!

4) Você acha que participar de encontros presenciais ajuda seu blog de alguma forma? Como?

Nunca pensei sob essa ótica. Os encontros sempre foram para mim muito pessoais, para estreitar amizades, conhecer um pouco mais as pessoas que administram os blogs.


5) Qual a sua profissão/formação profissional? De alguma maneira essa profissão/formação influencia no blog?

Bancária aposentada, pós-graduada em Administração Estratégica de Pessoas. A profissão e a formação em nada influenciaram.
Quando comecei o blog já estava aposentada, mas, no trabalho, o interesse pela cozinha me fez participar da equipe de eventos. Decorava mesas e executava vários pratos. Preparei 30 receitas enviadas pelos colegas e confeccionei um livro para distribuição entre eles. Algumas dessas receitas já divulguei no blog, inclusive.

6) Quais as dificuldades com o blog que você teve ao começar e quais ainda têm?

A dificuldade inicial era técnica mesmo, de como fazer os posts, ajustar fotos, layout, mas o marido ajudou bastante nessa parte.
Atualmente, é conciliar o tempo com outras atividades. Mas durante esses 4 anos consegui manter regularidade nas postagens.

7) Seu blog é um passatempo ou você pretende ganhar dinheiro com ele ou através dele?

Começou totalmente despretensioso. As empresas começaram a me procurar com o intuito de divulgar seus produtos e serviços, mas esse não é o meu foco. Dou o meu melhor e as parcerias surgem naturalmente.

8) Quanto tempo por dia ou por semana você se dedica ao blog?
Não saberia precisar, mas são muitas! Se você for considerar a preparação dos pratos, as fotografias, a divulgação nas redes sociais, vai longe...

9) Todo blogueiro de gastronomia é apaixonado por comida. Mas você tem outra paixão além dessa, que são as flores! Como começou seu interesse pelas flores e onde encontra tanta variedade para fotografar e postar?

Começou desde adolescente, porque morava numa casa com um grande jardim, mantido por minha mãe. Fui pegando gosto de ver como ela cuidava e ficavam lindos os canteiros. Passei a colaborar, trocar mudas com conhecidos, fotografar, pesquisar nomes científicos e me apaixonei completamente.
Moro numa cidade com muito verde. Consigo encontrar flores muito interessantes e saio com a máquina fotográfica em minhas caminhadas.
Um detalhe importante é que as flores estão no blog encerrando praticamente todos os posts, sempre em associação ao prato. Seja pelo nome popular ou científico, por alguma curiosidade, por ser a flor-símbolo de um lugar cujo prato esta sendo apresentado e muitas outras alusões. Acabou se transformando num diferencial do Naco Zinha. É um desafio prazeroso buscar a flor certa para cada post.

10) Onde você busca inspiração para escrever suas receitas e matérias?

Sites, programas de culinária, restaurantes, lembranças de refeições em família, visitas a empórios, feiras, mercados, festas, viagens, caminhadas, eventos e muito mais. Há uma fonte inesgotável de assuntos que pretendo abordar ainda no Naco. Adoro pesquisar e prefiro não me limitar na publicação de fotos e receitas. Se não houver uma contextualização, perde a característica de um blog, dessa conversa diária aprazível. Não e à toa que o slogan do Naco Zinha é "um pouco de tudo na cozinha, inclusive flores!"

11) O blog alterou de alguma forma sua maneira de lidar com a comida? E com as flores?

Alterou e muito! Passei a me interessar bem mais por ingredientes que nunca havia experimentado, me permiti uma nova chance aos alimentos que estavam na categoria "não gosto", fiquei mais antenada em relação a tudo que se refere à gastronomia.

Com as flores, algumas vezes elas foram a fonte de inspiração para a confecção de algum prato.

12) Como eu, você adora viajar. Você programa algum passeio já pensando em publicar no blog ou a cobertura da viagem é só consequência e acontece naturalmente?

Normalmente, a cobertura da viagem é só consequência, mas já aconteceu de escolher determinado período de viagem, para coincidir com algum evento gastronômico, como a Marejada de Itajaí e a Festa Nacional do Carneiro no Buraco, de Campo Mourão.

13) Gastronomicamente falando, qual foi o melhor lugar que já visitou?

É dificil responder a essa pergunta, porque meu paladar é bem eclético e nenhum lugar foi 100% nesse quesito.
Comer um alimento orgânico é um prazer, que muitas vezes encontramos mais facilmente em pequenas cidades do interior do Brasil. Poderia citar, também, as massas de Roma, os sorvetes de Florença, o salmão do Chile, o leitão de Lisboa... Mas não tenho uma preferência pela culinária específica de um determinado lugar.

14) Nós, blogueiros sérios, somos vítimas constantes de plágio. Já aconteceu com você? Como lida com isso? Reclama ou deixa para lá?

Já aconteceu bastante, tanto a cópia de imagens, quanto de texto completo, com minhas opiniões pessoais, situações, tudo. Reclamei várias vezes. Algumas pessoas atenderam ao pedido, retirando posts e fotos ou concedendo os créditos.

Atualmente, parei de procurar...

Há páginas no facebook e sites que se caracterizam pela simples divulgação de fotos e receitas alheias com uma visibilidade impressionante. A questão do interesse pessoal ou financeiro ultrapassa qualquer limite, o que é um reflexo do comportamento de quem administra esse tipo de veículo.

Prefiro ter os amigos e leitores que gostam de acompanhar o Naco Zinha do meu jeito, no meu ritmo e sem usar de artifícios para gerar números. Questão de consciência tranquila.

Posso garantir a você uma coisa. É um grande prazer ter um blog, cuidar, melhorar e fazer amizades através dele!




Muito obrigada Gina pela entrevista e muito mais sucesso com seu blog!


Entrevista em Destaque com a Queila do Gourmet e Gourmand

A entrevista de hoje é com a Queila que escreve o blog Gourmet e Gourmand e tem um Atelier de doces em Salvador, o Doce Melange, de onde saem quitutes incríveis. Queila é blogueira por hobby e cozinheira por paixão. Apaixone-se você também!





 1. Conte-nos um pouquinho como foi o início do Gourmet e Gourmand. Quando você iniciou, porque e qual foi sua motivação para começar o blog.

Um certo dia em fevereiro de 2011, eu estava em casa com meu filho Cadu, que tinha 1 ano de idade e senti a necessidade de começar algo para mim. Depois da gravidez e breve início da participação em uma empresa de cocadas (antes do Doce Melange), eu sentia uma vontade grande de fazer algo ligado a cozinha que não fosse tomar muito meu tempo, mas que me deixasse conectada a essa área da casa que tanto amo.
Em abril do mesmo ano eu desfiz a parceria com a empresa das cocadas. Depois disso fiquei sem idéia do que fazer profissionalmente (a idéia era ter meu próprio negócio) e resolvi me dar um pouco de tempo para pensar como seguir. Posso dizer que o blog preencheu meus dias pensativos e cheios de ansiedade.
Sempre que repenso nos acontecimentos desse ano, chego à conclusão que o blog surgiu no momento certo e com o propósito certo, estar conectada à comida e cozinha em geral.
Assim que comecei com o blog pensei, eu também posso ter um, haha! Antes ficava olhando os blogs de culinária brasileiros e achava o máximo, mas nunca pensei que podia ter um.
Agora tenho!

2. Quando surgiu seu interesse pelas panelas? E quando surgiu o interesse por fazer doces?

Desde criança gostava de ficar na cozinha acompanhando o preparo das refeições. Achava lindo e mágico o ato de cozinhar. Muitas vezes ficava de boca aberta, nem piscava. Crianças!!!
As sobremesas sempre foram minhas preferidas. Sempre gostei de sobremesa e acredito que devido a isso, tenho esse interesse pela confeitaria. Fazer doces é uma bela conseqüência :)

3. Qual a sua profissão/formação profissional? De alguma maneira essa profissão/formação influencia no blog?

Minha formação é de cozinheira. Fiz o curso de cozinheiro, cozinha internacional, em 2003 no Senac da Casa do Comércio aqui em Salvador. Depois desse curso tudo que aprendi foi autodidaticamente. Fiz cursos rápidos de algumas especialidades por curiosidade, mas quase sempre me sentia melhor aprendendo sozinha. Na área de confeitaria quase tudo foi aprendido nos livros e na prática.
Com certeza minha formação influencia no blog, Afinal lá é minha cozinha virtual aberta a todos e é onde gosto de compartilhar todas as receitas legais que preparo. Lá procuro passar todo meu amor pela cozinha ou confeitaria.

4. A vontade de abrir seu Atelier de doces veio antes ou depois de começar o blog? Há alguma relação entre os dois?

Veio depois! Eu diria que eles não tem muita relação entre si. O blog, apesar de importante para mim, é somente um hobby. Sim, eu uso ele um pouco para divulgar meu Atelier e é só isso.
No blog quero manter uma postura descontraída e aberta, menos formal!

5. Você posta receitas de produtos que você vende ou essas são secretas?

Não posto não! Elas são mesmo secretas, acredito que isso, no momento, é algo vital para o negócio. Mas não posso afirmar que não uso técnicas (no trabalho) que mostro lá no blog. É impossível separar isso. Impossível e eu também não quero. Mostrar técnicas legais, métodos de preparo, novas experiências e meu jeito de cozinhar são uma das coisas que mais gosto de compartilhar no Gourmet e Gourmand.
(me estendendo um pouco...) Acredito que isso tenha um pouco o caráter de “educar” as pessoas a serem criteriosas com o preparo da comida ou doces. Gosto de incentivar as pessoas a tomarem tempo para prepararem coisas legais e gostosas, mas também gosto de preparações rápidas para o dia a dia. Embora não mostre muito.
Além disso, para mim é bem importante que esteja tudo bem apresentado, explicado, com fotos e tudo mais.
Isso é bem o reflexo de minha aprendizagem autodidata. Gosto muito mais dos livros bem explicados e com bastante fotos.

6. Você acha que o blog ajuda a divulgar o Doce Melange e impulsionar as vendas? E as redes sociais, são um bom meio de divulgação para seu trabalho?

Pelo fato de eu encarar o blog como um hobby e não investir muito em publicidade dele, acredito que ele não me traga clientes. As redes sociais fazem melhor esse papel.
Muitas vezes já aconteceu do efeito ser o contrário. As pessoas conhecerem o Doce Melange e depois “acham” meu blog e ficam deslumbradas com minhas experiências na cozinha.
Chegam até a enviar e-mails carinhosos elogiando tudo o que viram.
Eu me sinto muito bem com isso e adoro claro!

7. Você morou fora do Brasil por um tempo. Conta para a gente como foi sua adaptação à comida de outro país e de que forma essa experiência modificou sua relação com a alimentação.

Minha adaptação não foi difícil, olhando para trás digo mesmo é que foi perigosa para a saúde, pois tive acesso a infinitas delícias que mal pude me conter. Engordei 14 quilos em 1 ano e virei literalmente uma bolinha.
Nos primeiros 4 meses, morei em uma região de interior e em muitos lugares que passei tinha plantação de alguma coisa. Na aldeia onde morei tinha plantação de trigo, girassol, canola, batatas, vagem, uma fazenda de maçãs e peras bio, tinha uma fazenda que vendia leite de vaca e pão artesanal, e muito mais. O contato com a produção dos alimentos tão perto de mim, comer frutas do pé e colher os alimentos no jardim foi algo muito especial e novo.
O fácil acesso a informação mais profissional era incrível e eu quase pirei com tudo isso. Só queria experimentar e fazer e não parei.
Eu estava muito empenhada em aprender e daí comecei a montar minha pequena biblioteca. Comprei muitos livros bons que me ajudaram nesse meu caminho de auto aprendizagem. Economizava bastante para poder comprá-los. Não eram baratos, mas precisei e ainda preciso muito deles.
Depois de um tempo lendo, aprendendo e treinando, cheguei a fazer Sushis em festas pequenas, cozinhei junto com pessoas de outras nacionalidades, conheci um pouco e gostei muito da comida vegetariana, participei de algumas feiras anuais do ramo de gastronomia e confeitaria, freqüentei restaurantes diversos e dois deles hoje já são estrelados (o contato com esse tipo de gastronomia também foi incrível), experimentei sorvetes e conheci sorveterias e confeitarias excelentes.
Todas essas experiências mudaram minha relação com a alimentação. Comer e cozinhar se tornou algo concreto, essencial, cheio de significados e importâncias.
Para se ter uma idéia, antes de sair do Brasil, não comia quase todas as verduras e legumes, só batatas e demais raízes. Hoje como de tudo e ainda sei o porquê
que não gostava. Isso para mim é fabuloso!

8. Quais as dificuldades com o blog que você teve ao começar e quais ainda têm?

No começo foram as de informação. Como é que isso tudo aqui funciona meu Deus! Pensava eu!
Não sabia como escrever um post direito e por uma foto nele. Nem como fazer uma página e melhorar o layout do blog.
Foram inúmeras horas de leitura de tutoriais para aprender tudo. Hoje me sinto numa posição confortável, mas ainda não sei tudo!
Atualmente minha dificuldade mesmo é atualizar o blog, hehe
O Doce Melange e os outros afazeres de mulher/mãe/filha toma muito meu tempo, mas o blog continuará, mesmo que não tenham mais tantos posts por mês. Se tornou algo muito presente em minha vida e hoje não consigo passar um dia sem pensar nele.

9. Você costuma dizer que seu blog é um passatempo. Qual sua motivação para escrever?

Com certeza posso afirmar que minha motivação vem de vários lados e a maior delas é o amor pela cozinha. Depois que descobri que posso compartilhar/mostrar esse amor para mais pessoas, fiquei muito mais motivada em continuar com o blog.
Sou cozinheira de coração e paixão. Parece bem clichê isso, mas é a pura verdade. Quando eu estou na cozinha, estou me encontrando comigo, estou em meu elemento.

10. Onde você busca inspiração para escrever suas receitas e matérias?

A inspiração vem do dia a dia, vem do olhar lançado para as frutas dos feirantes que passo todos os dias a caminho do trabalho, vem das lembranças de minhas experiências na cozinha, vem do passeio pelo corredor do supermercado ou mercadinho, vem da vontade louca de comer ou elaborar algo especial, vem da saudade de um livro ou das pessoas que já conheci, vem do desejo de fazer algo gostoso para o meu filho... vixe, são muitas!
  
11. Como é sua relação com os leitores do blog? Você acha que o feedback de um leitor sobre uma receita pode ajudar você a melhorar ainda mais os seus doces?

A relação é muito boa! Adoro receber comentários e é uma prioridade respondê-los. Adoro a interação com os visitantes e essa interação é vital para um blogueiro.
Muitas vezes o feedback de um leitor me faz repensar na receita e mudar algo, portanto acho sim que os feedbacks são valiosos e ajudam a melhorar, seja a receita ou a maneira de escrevê-la e passá-la.

12. O blog alterou de alguma forma sua maneira de lidar com a comida? E o Atelier de doces, você come mais ou menos comidas açucaradas por causa dele?

Não, isso aconteceu durante minha formação num todo. O que existiu foi a busca de um alinhamento entre escrever num blog e ao mesmo tempo mostrar a importância do alimento para mim. No momento a maré está para formigas lá, pois posto muita coisa doce, mas vez em quando postarei algo salgado como já fiz bastante.
Por incrível que pareça como menos doces! É muito difícil continuar com o mesmo apetite para doces depois que se faz doces com frequência :)
Mesmo assim não dispenso uma sobremesa de vez em todo dia, hehe. O desejo por ingerir açúcar é louco e depois de uma lição com meu peso e corpo procuro saciar, quase sempre, esse desejo com o dulçor das frutas maravilhosas que temos :)




Muito obrigada Queila pela entrevista e muito sucesso para o blog e para seu Atelier!